
A remada baixa é um dos exercícios mais eficientes para as costas e equilibra a musculatura de quem empurra muito e puxa pouco.
Você a executa sentado, na máquina de polia, com um cabo que mantém tensão constante do início ao fim.
Abaixo, você descobre o que é a remada baixa, quais músculos ela ativa, como executar com técnica e qual variação combina com o seu objetivo.
A remada baixa é um exercício de puxada horizontal que fortalece as costas, com ênfase no latíssimo do dorso, no trapézio e nos romboides.
Você a realiza sentado, na máquina de polia baixa, puxando uma barra ou acessório em direção ao abdômen.
Na remada baixa na polia, você senta de frente para a máquina, apoia os pés e segura o acessório com os braços estendidos.
Em seguida, puxa a carga até o abdômen, contrai as costas e retorna devagar. Existe ainda a versão articulada, uma remada baixa na máquina com pegada fixa, que guia o trajeto e favorece quem está começando.
Do iniciante ao avançado, qualquer pessoa pode incluir o exercício, porque a carga e a pegada se ajustam a cada nível.
Ele serve para quem busca hipertrofia nas costas, quem quer melhorar a postura e quem passa muitas horas sentado.
Ainda assim, o ajuste ideal depende da avaliação de um profissional de educação física.
Vários músculos entram em ação ao mesmo tempo, mas o esforço se concentra na região dorsal.
O latíssimo do dorso, chamado de "asas", é o principal alvo do exercício. Ele dá largura às costas e comanda a puxada em direção ao tronco.
Os romboides e o trapézio ficam entre as escápulas e respondem pela retração dos ombros. Por isso, eles se ativam quando você aproxima as omoplatas no fim do movimento.
Os bíceps e os antebraços entram como músculos auxiliares, já que participam da flexão do cotovelo e da pegada. Porém, eles não devem liderar o exercício, ou o estímulo sai das costas.
O deltoide posterior contribui na tração, enquanto o core e os eretores da espinha estabilizam o tronco.
Para reforçar essa região, conheça o guia Exercícios para ombro: como ganhar força e definição sem arriscar suas articulações.
Para executar a remada baixa com segurança, controle cada fase e mantenha a coluna estável. Siga o passo a passo:
Dica de ouro: puxe com os cotovelos e sinta as costas trabalharem. Se os braços dominam o movimento, o estímulo sai do músculo-alvo.
O foco do exercício muda conforme o acessório e a largura da pegada. Veja as principais variações:
O triângulo é um pegador em forma de V que aproxima as mãos. Ele cria a remada baixa com pegada neutra, com as palmas voltadas uma para a outra, e costuma ser a versão mais popular por unir conforto e boa contração dorsal.
Com a barra reta, você varia a rotação das mãos. Na remada baixa pronada, as palmas ficam voltadas para baixo; na remada baixa supinada, voltam para cima e o bíceps participa um pouco mais.
Na versão unilateral, você treina um braço de cada vez. Assim, corrige desequilíbrios entre os lados e deixa as costas mais simétricas.
A largura da pegada também altera o resultado. Na remada baixa aberta, as mãos se afastam e recrutam mais o trapézio e o ombro; na remada baixa fechada, se aproximam e priorizam o latíssimo.
Segundo estudo da Universidade de Milão publicado no Journal of Human Kinetics, a pegada fechada prioriza o latíssimo do dorso, enquanto a aberta recruta mais o trapézio e o deltoide.
A remada baixa entrega ganhos que vão além da estética:
O exercício fortalece toda a musculatura dorsal e constrói costas mais largas e densas. Além disso, equilibra a musculatura de quem prioriza movimentos de empurrar. Para variar os estímulos, veja outros: Exercícios para costas: 6 treinos para fortalecer e aliviar dores.
Ao reforçar os músculos que sustentam a coluna, a remada baixa favorece uma postura mais ereta. Esse ganho ajuda principalmente quem passa longas horas sentado.
Costas fortes sustentam melhor o agachamento e o levantamento terra. P
or isso, incluir a remada baixa em uma rotina bem distribuída acelera a evolução. Uma boa base é a Divisão de treino ABC: guia para otimizar o seu ganho muscular.
Alguns detalhes reduzem o resultado e aumentam o risco de lesão. Fique atento:
O movimento parece simples, mas pequenos ajustes mudam o resultado. Um profissional de educação física garante uma execução segura e eficiente.
O profissional observa a sua postura, a altura do banco e o trajeto do cabo, e corrige o que passa despercebido. Dessa forma, você treina as costas com mais precisão.
Quem começa agora ou se recupera de uma lesão precisa de carga e amplitude adaptadas.
Por isso, a orientação individual respeita a biomecânica de cada aluno e reduz riscos. Para manter a constância, siga bons Treinos de musculação: 5 segredos para otimizar seus resultados.
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A remada baixa é um exercício de puxada horizontal feito na máquina de polia. Ela fortalece as costas, com foco no latíssimo do dorso, no trapézio e nos romboides.
Sente-se na máquina, apoie os pés e segure o acessório com a coluna neutra. Puxe até o abdômen, liderando com os cotovelos, contraia as costas e retorne devagar, sem travar os cotovelos.
Ela serve para fortalecer as costas, equilibrar a musculatura de empurrar e puxar e melhorar a postura. Também dá base de força para outros exercícios de musculação.
Puxadas horizontais, como a remada curvada e a remada unilateral com halter, trabalham músculos semelhantes. Ainda assim, o melhor substituto depende do seu objetivo e da orientação de um profissional.
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